
Em Kigali, Ruanda, participamos do Africa Food Systems Forum (AFS 2026) e organizamos, em parceria com a Embrapa, uma mesa sobre agricultura regenerativa tropical.
Um dos principais pontos discutidos foi a limitação dos resultados da Revolução Verde no continente africano nas últimas duas décadas. A diversidade de condições locais e a experiência com tecnologias desenvolvidas para climas temperados reforçam a necessidade de soluções adaptadas a cada região.
Nesse contexto, o Brasil é reconhecido como um parceiro estratégico pela experiência acumulada em agricultura tropical. A Embrapa tem forte reconhecimento no continente, e iniciativas como o programa de cooperação de Ruanda com universidades brasileiras, que recebe pesquisadores africanos para doutorado em ciências agrárias, mostram o potencial dessa aproximação.
A degradação dos solos esteve no centro de muitas discussões, assim como a busca por sistemas produtivos resilientes. Identificamos uma oportunidade importante para o setor brasileiro de bioinsumos, tanto na cooperação científica quanto no desenvolvimento de soluções e negócios.
Ainda são poucas, porém, as conexões econômicas e produtivas entre Brasil e África nessa agenda. O continente costuma ser visto por parte do setor agrícola brasileiro como um possível concorrente, quando também pode representar um mercado relevante e uma plataforma de atuação para empresas brasileiras.






