Conhecimento técnico, troca de experiências e atividades práticas marcaram dois dias de formação sobre produção de bioinsumos no IFSP Avaré.

A produção de bioinsumos para uso próprio é uma das possibilidades para fortalecer os processos biológicos na agricultura e reduzir a dependência de insumos sintéticos. Mas, para que essas soluções sejam utilizadas com segurança e eficiência, o acesso ao conhecimento técnico é fundamental.
Foi com esse propósito que, nos dias 7 e 8 de outubro, aconteceu o curso “Bioinsumos para Uso Próprio”, no Instituto Federal de São Paulo (IFSP), Campus Avaré. Ministrada pela professora Dra. Marcela Pavan Bagagli, com apoio da Percepa e do Instituto Folio, a formação reuniu produtores rurais, estudantes e profissionais interessados em aprofundar seus conhecimentos sobre a produção de bioinsumos.
Conhecimento que se transforma em prática
A programação combinou conceitos sobre microrganismos de interesse agrícola, legislação e boas práticas com atividades no Laboratório de Microbiologia do IFSP. Na prática, os participantes acompanharam etapas como preparo de substratos, inoculação, extração e aplicação dos bioinsumos.
O controle de qualidade também foi um dos temas centrais da formação, reforçando que a utilização de soluções biológicas exige conhecimento, cuidados técnicos e acompanhamento dos processos de produção.
Diferentes experiências, desafios em comum
Entre os participantes que responderam ao formulário aplicado pelo Instituto Folio, 36% eram produtores rurais e 36% estudantes. O levantamento também contou com respostas de agrônomos e pesquisadores, reunindo diferentes perspectivas sobre a agricultura.
Quando perguntados sobre os principais desafios relacionados à produção de grãos orgânicos, os participantes destacaram questões como comercialização, fertilidade do solo, controle de plantas espontâneas e assistência técnica.
A experiência de quem já produz bioinsumos
Ao final do curso alguns participantes visitaram a propriedade do agricultor familiar Sidnei Aparecido Fratte, produtor de morangos e hortaliças orgânicas.
Sidnei já produz bioinsumos para uso próprio e a visita permitiu conhecer como esse trabalho acontece na rotina de uma propriedade rural, conectando os conhecimentos apresentados durante o curso à experiência prática de quem está no campo.
A troca entre produtores, estudantes e profissionais é parte importante desse processo de aprendizagem, permitindo que diferentes conhecimentos e experiências contribuam para a construção de soluções adequadas à realidade agrícola.






